SEE/MG participa de encerramento do projeto Moradores Educação
Iniciativa percorreu oito escolas estaduais em diferentes regiões de Minas Gerais e transformou memórias das comunidades escolares em registros culturais
A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) participou, nesta terça-feira (8/9), da solenidade que marcou a conclusão da primeira edição do Projeto Moradores Educação, iniciativa voltada ao resgate das memórias afetivas das comunidades escolares e ao fortalecimento da escola como espaço de pertencimento e valorização da identidade cultural.
Realizado na sede da Procuradoria-Geral de Justiça de Minas Gerais (PGJ-MG), em Belo Horizonte, o evento contou com a presença da subsecretária de Articulação Educacional da SEE/MG, Cláudia Lara; da coordenadora Regional das Promotorias de Justiça de Defesa da Educação/CAO-EDUC, Mariana Cristina Diniz dos Santos; do coautor do Projeto Moradores, Gustavo Nolasco; e do estudante da Escola Estadual Professor Morais, João Victor Pereira da Silva, além de diretores, estudantes e representantes das oito escolas participantes, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e da equipe do projeto.
“É muito importante estar aqui para fechar esse projeto incrível, que nos deixa perspectivas muito positivas. Um projeto como esse muda vidas porque nos lembra que a escola pública também é um local de afeto e pertencimento. A iniciativa coloca os estudantes como protagonistas e mostra a força da memória construída dentro das escolas”, destaca a subsecretária de Articulação Educacional da SEE/MG, Cláudia Lara.
Impacto do projeto
Com apoio do MPMG e da SEE/MG, o Projeto Moradores Educação percorreu, entre 2024 e 2026, diferentes regiões de Minas Gerais. A iniciativa passou por oito escolas da rede Estadual de Ensino localizadas em Belo Horizonte, Governador Valadares, Januária, Juiz de Fora, Poços de Caldas, São João das Missões, Teófilo Otoni e Uberaba, ampliando o registro das histórias e experiências que fazem parte do cotidiano das comunidades escolares.
O trabalho desenvolvido nas escolas teve início com oficinas culturais voltadas aos estudantes, que aprenderam técnicas básicas de fotografia, filmagem, registro e documentação de histórias. As atividades também propuseram reflexões sobre o significado da memória, a construção das identidades e o papel da escola nas trajetórias pessoais e coletivas.
A partir das oficinas, os próprios estudantes passaram a participar da produção dos conteúdos, registrando as relações estabelecidas com o território escolar e refletindo sobre os espaços de pertencimento construídos ao longo de suas vivências. A proposta aproximou os jovens dos processos de produção audiovisual e, ao mesmo tempo, valorizou suas perspectivas sobre a história das instituições onde estudam.
Depois das oficinas, a equipe de fotógrafos, videomakers e jornalistas do projeto instalou nas escolas a tradicional “Tenda de Ouvir Histórias”. Durante três dias, o espaço recebeu estudantes, professores, servidores, ex-alunos e outros integrantes das comunidades escolares que compartilharam lembranças e experiências relacionadas às instituições.
* Este conteúdo foi produzido durante o período de restrição eleitoral e disponibilizado somente após a oficialização do término das eleições