Método criado por servidora da Educação recebe reconhecimento nacional e amplia oportunidades de inovação pedagógica nas escolas
Criadora do JEMAs, Gabriela Pinheiro, do Núcleo de Tecnologia Educacional Metropolitana A, é uma das vencedoras do Prêmio Alumni PUCRS
A servidora da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), Gabriela Pinheiro, integrante do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) Metropolitana A, recebeu o Prêmio Alumni PUCRS, reconhecimento concedido a iniciativas com impacto social e contribuição para a construção de uma sociedade mais justa, responsável e humana.
A premiação foi concedida em nome da servidora, mas tem como destaque o trabalho desenvolvido por ela na criação do JEMAs (Jornadas Educativas no Mundo do Aluno), método pedagógico que propõe uma nova forma de planejar o ensino ao colocar os estudantes no centro do processo de aprendizagem e utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio ao trabalho docente.
Gabriela Pinheiro destaca que o prêmio representa uma importante validação do trabalho desenvolvido nos últimos anos e, ao mesmo tempo, amplia a responsabilidade de tornar o método cada vez mais acessível aos educadores.
“Eu fico muito satisfeita e emocionada. Também sinto uma responsabilidade grande de melhorar a ponte para quem queira usar o JEMAs. É um método totalmente gratuito e eu tenho muita vontade de ajudar a fazer esse caminho para que mais pessoas possam conhecê-lo e aplicá-lo”, afirma.
Sobre o método
O JEMAs parte de uma lógica diferente da adotada tradicionalmente nas salas de aula. Em vez de iniciar o planejamento a partir dos conteúdos curriculares, o método começa pela investigação da realidade dos estudantes.
Por meio de um processo, são mapeados aspectos como consumo cultural, sonhos, desafios e estilos de aprendizagem. A partir dessas informações, os professores realizam uma leitura crítica da realidade local e desenvolvem projetos para as turmas, integrando as competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e dos currículos educacionais.
O método também incorpora seis inteligências artificiais especializadas para apoiar diferentes etapas do planejamento pedagógico, sempre com o professor ocupando o papel central.
Experiência em sala de aula
A Escola Estadual Santo Afonso, em Belo Horizonte, participa atualmente do projeto-piloto do método. A professora de Língua Portuguesa do ensino médio, Nívia Alcântara, que em 2026 também atua com as disciplinas de Cultura Digital e Fundamentos de Inteligência Artificial, destaca os resultados observados junto aos estudantes.
“Está sendo uma ótima experiência. O JEMAs é uma ferramenta de possibilidades. A inteligência artificial não substitui o professor, mas pode auxiliar no desenvolvimento de mais trabalhos e projetos”, afirma.
De acordo com a docente, os estudantes têm demonstrado grande interesse nas atividades desenvolvidas a partir da metodologia. Entre os temas trabalhados estão ações relacionadas ao Dia Internacional da Mulher e à prevenção do bullying.
“Os estudantes estão bem estimulados, interessados e participativos. Além de apoiar os projetos pedagógicos, o JEMAs também ensina sobre o uso das tecnologias e da inteligência artificial de forma responsável, sempre estimulando o raciocínio lógico”, ressalta.